Docentes das cadeiras de Relvas não o avaliaram

Os docentes de três das quatro cadeiras que Miguel Relvas fez na Universidade Lusófona afirmam que nunca o viram nem o avaliaram, noticia hoje, sábado, o jornal "Expresso".Uma informação entretanto desmentida pela universidade, que promete divulgar novos dados na segunda-feira (ver notícia relacionada).

O "Expresso" falou com os professores das quatro cadeiras a que o atual ministro-adjunto não obteve equivalência por avaliação curricular no curso de Ciência Política da Universidade Lusófona. E apenas um afirmou lembrar-se de Miguel Relvas.

A exceção foi Almeida Tomé, coronel na reserva e professor de Geoestratégia, Geopolítica e Relações Internacionais, que ao semanário afirmou lembrar-se de que Relvas era "um aluno interessado e modesto. Via-se que tinha bagagem, mas como tinha muitos afazeres [ia] pouco às aulas".

De resto, nem António Filipe, deputado do PCP, nem Feliciano Barreiras Duarte, atual secretário de Estado de Miguel Relvas, ambos professores da cadeira de Quadros Institucionais da Vida Economico-Político-Administrativa, se lembram de ter o ministro como aluno ou de o ter avaliado.

O mesmo acontece, segundo ainda declarações ao "Expresso", com o professor da cadeira Teoria do Estado, da Democracia e da Revolução, Nuno Cardoso da SIlva (ex-dirigente do PPM); ou com Pereira Marques (ex-deputado do PS), o docente da cadeira de Introdução ao Pensamento Contemporâneo -- aquela que Relvas obteve melhor classificação, 18 valores.

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