Despedimentos vão ser decididos pelo currículo

Maioria das empresas não faz avaliação de desempenho, o principal critério para despedir. Parâmetros terão de ser previamente conhecidos, mas não se sabe com que antecedência.

O "Diário Económico" escreve hoje que "o Governo aprovou ontem os novos critérios para despedimento por extinção do posto de trabalho. A avaliação de desempenho passa a ser o principal critério, em vez da antiguidade. Mas nas empresas sem regimes de avaliação - a esmagadora maioria, segundo os sindicatos - ficarão em causa os funcionários com menores habilitações académicas".

Segundo o jornal, "em causa estão os critérios que as empresas deverão observar se tiverem de selecionar o trabalhador a despedir num processo de extinção do posto de trabalho. Atualmente, os critérios de seleção estão ligados à antiguidade, mas o Governo propõe uma nova hierarquia, com destaque para a avaliação e desempenho. De acordo com o ministro do Emprego, a proposta clarifica este ponto, garantindo que a avaliação "deve ser feita por parâmetros que são previamente conhecidos" pelo trabalhador. Desta forma, serão afastadas "quaisquer simpatias", tornando o critério "bastante objetivo" e garantindo que a avaliação é feita "de forma prévia" e "escrutinada". O que o governante não avançou ontem é a antecedência com que estes parâmetros devem ser conhecidos".

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