Corrupção na administração da saúde

Através de dois funcionários, a Administração Regional de Sáude (ARS) do Norte foi palco de um esquema de corrupção que durou seis anos. Donos de clínicas pagavam luvas, carros e telemóveis.

Entre 2000 e 2006, quatro clínicas de Vizela, Valongo e Paços de Ferreira pagavam a dois funcionários - a coordenadora Maria Lúcia Correia e o seu assistente Pedro Sousa - para ser favorecidas nas suas convenções com o Serviço Nacional de Saúde. No total, são cinco os arguidos no caso de corrupção, cuja acusação foi formalizada pelo Ministério Público, diz o Jornal de Notícias.

Os funcionários tinham acesso a listagens de todas as entidades com convenções com o Serviço Nacional de Saúde e respetivos movimentos financeiros e passavam essas informações a quem lhe pagava. Além disso, davam pareceres que verificavam a documentação para posterior pagamento de comparticipações às clínicas, favorecendo algumas delas.

Como contrapartida do favorecimento e venda de informações, estes dois funcionários chegaram a ter carros pagos pelas clínicas, telemóveis e até mobílias. E também recebiam contrapartidas mensais, afirma o JN.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG