Construção parou e deixou 17 mil casas vazias na Madeira

Deixaram a agricultura e as pescas para trabalhar nas obras. Depois do boom sustentado pelos fundos comunitários e pelo endividamento, chegou o desemprego. Para onde pode ir um madeirense desempregado da construção civil aos 47 anos?

Nenhum outro setor tem tanta expressão da estatística do Instituto de Emprego da Madeira: representa 27,7% dos 23 741 inscritos em Novembro. Teria ainda mais se os emigrantes - continentais e estrangeiros - não tivessem retornado à origem ou acompanhado o movimento de saída nas suas empresas.

De acordo com o "Público", ao longo de perto de 20 anos, recorrendo aos fundos comunitários e ao endividamento da região, construiu-se como se não houvesse amanhã. Sobram zonas industriais desocupadas, piscinas secas, campos de futebol quase sem uso. O maior símbolo do excesso será a Marina do Lugar de Baixo, na Ponta do Sol.

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