Condições gregas para Portugal teriam sido bem recebidas

Caso Portugal beneficiasse das condições concedidas à Grécia, as opiniões ficariam divididas: a Alemanha e a França afirmam que o País arriscaria piorar a sua imagem no mercado; os analistas dos bancos de investimento discordam e dizem que a extensão seria "bem vista".

Em declarações ao jornal i, vários analistas de bancos de investimento internacionais afirmaram que a extensão automática a Portugal dos benefícios concedidos pelos credores europeus à Grécia seria bem vinda nos mercados de dívida.

Ao contrário do que sugeriu a Alemanha e a França, o problema da extensão não é de receção dos investidores, mas antes de receção no parlamentos e nos eleitorados dos países credores, numa altura em que o caso de Portugal não é considerado tão 'urgente' como o da Grécia, afirmam os analistas.

Além desta falta de urgência, há mais dois fatores que que se tornam um obstáculo para Portugal ter melhores condições: o calendário eleitoral alemão com o governo de Merkel a ir a eleições em setembro de 2013; e a estratégia adotada, desde o início, pela Europa, de isolar o caso grego como doente único, usando Portugal e a Irlanda como bons exemplos, diz o I.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG