Choque no Estado

O Orçamento do Estado para o próximo ano é suportado na sua maioria pelos funcionários públicos e pensionistas, que pagam a maior parte da redução do défice. Mas os impostos não descem.

O "Diário Económico" escreve na sua edição de hoje que "depois do enorme aumento de impostos, o enorme corte na despesa. No próximo ano, o Governo aposta a esmagadora maioria das suas fichas nos funcionários públicos e nos pensionistas, que serão os mais penalizados na hora de pagar a redução do défice de 5,5% para 4% do PIB. Um Orçamento "exigente", mas cujos sacrifícios "são estritemente indispensáveis", considera a ministra das Finanças".

Maria Luís Albuquerque apresentou ontem aos portugueses os contornos da austeridade do próximo ano. "Depois de um grande ajustamento das famílias e das empresas, é dever do Estado aprofundar o seu próprio ajustamento", disse na conferência de imprensa de apresentação do documento, no ministério das Finanças. Segundo o jornal, "a frase resume aquilo que é, no fundo, o caminho da redução do défice no próximo ano: os cortes na despesa pública, que somam 3.184 milhões de euros, valem 86% do total da consolidação orçamental do próximo ano. Os mais penalizados por esta estratégia serão os funcionários públicos e os reformados, já que o Executivo apresentou medidas que visam reduzir, em termos brutos, 1.320 milhões as despesas com pessoal e em 891 milhões as prestações sociais".

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