Casamentos estão mais longos e os divórcios a cair

Aumentou a resistência dos casamentos. Duração média à data do divórcio passou de 14,3 para 15,7 anos entre 2007 e 2012. Já os divórcios continuam a cair desde 2010. Crise e novos costumes ditam a tendência.

O "Público" escreve hoje que "aumentou a resistência dos casamentos. A duração média à data do divórcio passou de 14,3 para 15,7 anos entre 2007 e 2012. Depois de anos a subir, o número de divórcios caiu pelo segundo ano consecutivo. Os dados, divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística, não surpreendem quem estuda ou lida com esta realidade".

Segundo o jornal, "a experiência de Ricardo Candeias, advogado que coordena o site divorcios.net, diz-lhe que o número de pedidos de divórcio desce até quando o país começa a discutir o Orçamento do Estado. Parece-lhe que os cônjuges desavindos lêem ou ouvem falar nas medidas previstas, começam a fazer contas, ficam apreensivos, controlam o impulso para fazer as malas. Só lá para abril, Ricardo Candeias observa nova mudança de atitude. É como se, a partir daí, já nenhuma nova medida de austeridade os pudesse apanhar desprevenidos".

Mas, segundo o jornal, "nem só a conjuntura económica explica o facto de o número de divórcios se ter ficado no ano passado pelos 25.722, menos 1367 do que em 2011. "A maior informalidade das uniões pressupõe um menor número de divórcios", diz Jorge Duarte, procurador-coordenador na comarca de Vila Nova de Gaia. Na opinião do magistrado a subida na duração dos casamentos também se deve à maturidade dos nubentes, que casam numa idade cada vez mais tardia, mas também a uma maior paridade nas relações, e com aquilo a que chama "o fator cínico": "As pessoas não têm dinheiro para se divorciarem".

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.