Cândida Almeida revoltada com sentença do Freeport

A procuradora mantém o silêncio, mas a tensão entre o MP e os juízes é enorme. A sentença do Freeport, que pôs em causa a investigação da equipa de Cândida Almeida, deitou gasolina no fogo.

O semanário "Sol" escreve que o Ministério Público (MP) e os juízes estão em rota de colisão. As críticas que o coletivo que julgou o Freeport fez à forma como os procuradores investigaram o caso - acusando em particular o departamento liderado por Cândida Almeida - caíram que nem uma "bomba" no MP.

Entre os magistrados, o mal-estar está instalado por se considerar que os juízes não só se "intrometeram na função dos procuradores", como decidiram dar "um puxão de orelhas" aos investigadores sem terem competência para isso.

O facto do coletivo do Tribunal do Barreiro ter, a 20 de julho, mandado extrair uma certidão pedindo que voltem a ser investigados indícios de corrupção no Ministério do Ambiente, então liderado por José Sócrates, foi "uma posição política absurda por parte do coletivo", referem fontes do MP, que adiantam que a sentença deixou indignada e revoltada a diretora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Cândida Almeida, que liderou a investigação do Freeport.

No acórdão, o coletivo do tribunal do Barreiro considera "insustentável manter por mais tempo as suspeitas de crime grave sobre a pessoa que exerceu o cargo de primeiro-ministro de Portugal".

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