Aumento do salário mínimo não pode ser moeda de troca

O número de trabalhadores a receber o salário mínimo triplicou nos últimos seis anos. Carvalho da Silva alerta para que o aumento do salário mínimo não sirva de "moeda de troca" para retirar direitos aos trabalhadores.

O "Público" escreve hoje que "entre 2006 e 2012, o número de trabalhadores a receber o salário mínimo nacional (SMN) em Portugal triplicou, totalizando perto de 400 mil pessoas. De acordo com os dados mais recentes do Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia, em outubro de 2012, 12.9% dos trabalhadores por conta de outrem a tempo completo recebiam 485 euros por mês, mas este valor peca por defeito, porque não contabiliza os trabalhadores da agricultura e pesca, nem os cerca de 20 mil funcionários públicos, segundo os cálculos dos sindicatos, que recebem salário mínimo".

Segundo o jornal, "quanto à necessidade de aumentar o SMN, todos parecem estar de acordo. E quanto às armadilhas que tal aumento pode acarretar, também. "A interrogação é monumental, quer pelo que o Governo tem dito, quer por oportunismos de grande parte dos sectores profissionais, que podem usar este paupérrimo aumento como moeda de troca para fazer novas mexidas nos direitos dos trabalhadores", antevê o sociólogo e ex-líder da CGTP Carvalho da Silva, para quem este cenário mataria, à partida, qualquer efeito positivo que pudesse surgir de uma aumento do SNS. "Pode haver a tentativa de aumentar a jornada de trabalho, de conseguir que o trabalho diruno valha o mesmo que o noturno, e uma maior facilitação dos despedimentos", aponta.

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