A Greve Geral revista nos jornais

O tema da Greve Geral de ontem foi incontornável para a imprensa, que analisou os efeitos da paralisação.

O Correio da Manhã noticia os incidentes na Ponte 25 de Abril onde dezenas de manifestantes tentaram impedir o acesso à ponte. O jornal refere que o corpo de intervenção da PSP foi destacado para o local e que foram constituídos arguidos 90 homens e 45 mulheres que vão hoje a tribunal acusados de crimes de desobediência e de crimes contra a vida em sociedade.

O Público refere que esta foi uma greve geral conjunta das duas centrais sindicais (UGT e CGTP) mas a dois tons. De uma lado a afirmação do confronto da CGTP, do outro o apelo ao diálogo da UGT. O líder da CGTP falou de "greve excepcional" e o líder da UGT afirmou que os "objetivos foram cumpridos". Um exige "uma mudança de governo e de política", o outro apela à "boa-fé, sensatez e diálogo" do Governo.

O Jornal de Notícias adianta que esta foi uma "greve quase geral". O Governo não entra na guerra dos números, mas diz que o País não parou com a greve e os sindicatos garantem que a adesão foi superior a 50%.

O Diário Económico destaca a indignação com as palavras do primeiro-ministro que afirmou que o país precisava de "mais trabalho e de menos greves". Os manifestantes responderam, afirmando que "se houvesse trabalho, o povo trabalhava". A indignação era ontem geral na centena de trabalhadores que se concentrou com bandeiras da UGT em frente ao Ministério das Finanças a gritar pelo "Emprego" e pelo "fim da austeridade". Á mesma hora, no Rossio, Arménio Carlos, da CGTP, exigia que o Presidente da República convocasse "eleições antecipadas".

O Jornal de Negócios refere que a greve geral fez-se notar em maior força nos serviços públicos, em particular na saúde, e que os "estragos" nas escolas foram mitigados por ser um período de férias escolares e depois de o Governo ter antecipado para 26 de junho o exame inicialmente previsto para 27.

O jornal i refere que o País ficou semiparalisado com forte adesão no sector público e normalidade no privado. A CGTP e a UGT consideram que os objetivos da greve foram cumpridos e avisam o Governo que os protestos não ficam por aqui, prometendo que "julho e agosto serão meses quentes em termos de conflitualidade".

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