Investidores asseguram salário de Moniz na Luz

Director-geral da TVI teve luz verde da Prisa para submeter-se ao desafio de ir a votos. Hoje dá a resposta; o seu salário está assegurado por investidores estrangeiros.

José Eduardo Moniz dará hoje uma resposta definitiva quanto à hipótese de ser candidato à presidência do Benfica. O director-geral da TVI teve ontem luz verde da Prisa, grupo espanhol accionista maioritário do canal, para suspender as suas funções do canal e, assim, encabeçar a lista às eleições do Benfica que se realizam a 3 de Julho e que tem como grande promotor José Veiga. Moniz tem a garantia de que se perder volta para a TVI, se ganhar exercerá o cargo de consultor do grupo para a Península Ibérica.

Ontem, Moniz esteve reunido com o ex-empresário de jogadores e ex-director do clube no Hotel Ritz em Lisboa, e deu a entender que ia aceitar o desafio (à saída, apanhado pelas câmaras da RTP, não comentou), mas só hoje, por volta da hora do almoço, deve dar a resposta final ao convite endereçado há três meses, período em que confessou a vários amigos que um dos sonhos da sua vida era ser presidente do Benfica.

Na passada semana, Jaime Antunes, o economista e notável do clube que apoia Veiga, fez o derradeiro forcing, culminado com um almoço com Veiga no restaurante Parreirinha, em Barcarena, frequentado por funcionários da TVI, realizado na passada segunda-feira. O "Movimento Benfica, Vencer, Vencer" tinha entretanto assegurado Mega Ferreira, actual presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém, como candidato alternativo. Registe-se que a primeira pessoa a sugerir o nome de Moniz, dentro do Movimento, foi, precisamente, o cineasta António Pedro Vasconcelos, que anteontem esteve perante Luís Filipe Vieira no programa da RTP Trio de Ataque.

Um dos primeiros problemas está resolvido. O salário de José Eduardo Moniz, na ordem dos 50 mil euros líquidos mensais , vai ser sustentado por um grupo de investidores estrangeiros que vão colocar entre 30 a 50 milhões de euros nos primeiros seis meses de mandato. Este é um problema similar ao de José E. Bettencourt no Sporting, ex-quadro do Santander, com a nuance de que o presidente do Benfica não pode ser remunerado pelo clube.

Hoje ou amanhã, o mais tardar, se tudo correr como o previsto, Moniz deve fazer o anúncio oficial.

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