Três cenários para o futuro

Se Rodrigues dos Santos sair da RTP não lhe falta mercado na concorrência.

A saída de Paulo Camacho para a PTMultimedia e a subida de Rodrigo Guedes de Carvalho para a direcção de Informação (o que lhe diminui o tempo disponível para a apresentação do Jornal da Noite) pode fazer de Carnaxide um eventual cenário futuro de José Rodrigues dos Santos . A estação tem Clara de Sousa em alta (subiu as audiências do Primeiro Jornal e tem apresentado em horário nobre) e dispõe ainda de nomes como Bento Rodrigues, Maria João Ruela ou mesmo Ana Lourenço (da SIC Notícias), mas estes últimos não têm o grau de popularidade de Rodrigues dos Santos. Contactado pelo DN, o director de Informação da SIC, Alcides Vieira, foi parco em palavras. "Não tenho por hábito comentar assuntos internos de outras empresas. Ainda por cima, não conheço os contornos deste caso", disse. E mais não acrescentou, apesar de todas as tentativas.


TVI quer reforçar informação


Desde de que Manuela Moura Guedes saiu da condução do Jornal Nacional, falta à TVI um pivô verdadeiramente popular. Ana Sofia Vinhas, Pedro Pinto e Júlio Magalhães são os que maior empatia geram junto do público, embora a estação, com o sistema de duplas que encontrou para a condução dos jornais, tenha várias opções para a apresentação dos telejornais. Numa altura em que os espanhóis da Prisa parece apostar forte no reforço da credibilização da Informação da estação e nos novos canais no cabo (um deles de informação), José Rodrigues dos Santos parece ter o perfil credível e popular que o accionista pretende. Acresce que no comando da TVI está José Eduardo Moniz, com quem o jornalista já trabalhou na RTP. Na entrevista ao Público, José Rodrigues dos Santos lamenta não ter aceitado os convites das privadas que lhe foram formulados nos últimos anos. O de Moniz, que tentou também Judite de Sousa, sabe o DN, foi o mais insistente.


Novos canais são um mundo


Se há mercado em ebulição em Portugal, é o da televisão. A possibilidade de abertura do espaço audiovisual a um novo canal, como aconteceu com a Cuatro em Espanha, é uma hipótese, mas a migração do sector para o digital, com a chegada da TDT, prevista para 2009 (o novo concurso será lançado no primeiro semestre de 2008, como já anunciado pelo governo), abre novas janelas de oportunidade para Rodrigues dos Santos, até porque são vários os grupos de comunicação social que já anunciaram a sua intenção de avançar para esse concurso. Uma coisa parece certa: se o actual pivot do Telejornal sair mesmo da RTP, não ficará desempregado durante muito tempo. A não ser por vontade própria. "Goste-se ou não do seu estilo, ele é um activo importantíssimo na televisão portuguesa, com altos índices de popularidade. Qualquer empresa do sector gostaria de o ter na sua equipa", resumiu ao DN um alto quadro de um grupo de comunicação.

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