Manuel Abrantes receia que alguém não saia vivo da prisão

Aposentado à 'força', quis trabalhar na sua área, como técnico de contas, mas era um jardim de infância e ninguém arriscou. Manuel Abrantes tem um 'rent-a-car', mas já falhou contratos devido ao caso. Casou-se e teve uma filha, três anos mais nova do que o neto.

"Não sei... não sei o que vai ser. Estou arrasado, no limite de tudo... Receio que, se voltarmos para a prisão, um de nós não saia mais." O olhar de Manuel Abrantes fixou-se na janela de uma das salas do edifício do DN, com vista para a Avenida da Liberdade, e as frases iam saindo soltas.

O que vai fazer se perder o recurso no Constitucional? A resposta tardou. E, possivelmente, não terá sido por não ter já pensado no assunto, mas porque sentia que o regresso à prisão, onde já esteve 13 meses, poderia estar para muito breve. Dois dias depois da conversa com o DN, o ex-provedor da Casa Pia soube que teria mesmo de cumprir na prisão o que lhe resta da pena (quatro anos e oito meses).

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