Críticas à ação política e às fragilidades do sistema

Seis personalidades do meio judicial português - Agostinho Homem, José Miguel Júdice, Rui Cardoso, Alexandre Baptista Coelho, Rogério Alves e Manuel Rodrigues - divergem na análise ao legado do processo Casa Pia para o País, ao valor da reforma penal que o caso originou e à qualidade da investigação.

Mas convergem num ponto: "ele" marcou e mudou a justiça portuguesa - "por dentro e por fora". Surgiu um interesse mediático (como nunca antes visto) pelos temas judicias, democratizou-se o acesso à compreensão do meio por parte da opinião pública, e mudaram-se leis, à boleia do escândalo de pedofilia. As alterações legislativas inspiradas pelo processo tanto são alvo de elogios dos advogados, pelo "passo em frente"que significaram, como recebem críticas severas, dos magistrados, pela forma "cega" como foram aplicadas. E, claro, consoante o quadrante, não faltam críticas à contaminação político-partidária da justiça, à deslegitimação sofrida pelos atores judiciários, à fragilidade do sistema para lidar com megaprocessos ou à atuação de algumas figuras centrais da investigação. Uma coisa é certa: ninguém ficou indiferente.

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