Cardeais que usem Twitter arriscam excomunhão

Os membros do Conclave que vão eleger um novo Papa não poderão passar informações para o exterior através das redes sociais ou do telefone. Caso contrário, serão punidos.

O Secretário do Pontifício Conselho para a Interpretação dos Textos Legislativos, Dom Juan Ignacio Arrieta, explicou esta sexta-feira, em conferência de imprensa, as principais regras que norteiam a eleição de um novo Papa - como vai acontecer a partir de março, após o anúncio da renúncia por Bento XVI - e explicou que as fugas de informação são puníveis com a excomunhão.

De acordo com a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, os cardeais que integram o Conclave não poderão passar qualquer informação para o exterior, seja isso feito por telefone ou pelas mais modernas redes sociais, como o Twitter.

Os cardeais fazem um juramento público em que prometem sigilo sobre o que for discutido no Conclave, nomeadamente sobre a eleição de um novo Papa. Devem ainda abster-se de conversas telefónicas e de receber ou enviar qualquer tipo de correspondência.

Quem violar o sigilo, por palavras, orais ou escritas, sinais ou outros meios, incorrerá na pena de excomunhão, de acordo com o artigo 58 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.

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