Berlim e Paris respeitam decisão de Bento XVI

Berlim, Londres e Paris já se pronunciaram sobre o anúncio da resignação do Papa Bento XVI prevista para 28 de fevereiro.

A chanceler alemã Angela Merkel expressou o "maior respeito" pela decisão do Papa de resignar invocando motivos de saúde.

"Se o Papa, ele próprio, após séria e profunda reflexão, chegou à conclusão que as suas forças deixaram de serem suficientes para o exercício das suas funções, então, essa decisão merece o maior respeito".

A chanceler classificou Bento XVI como um dos "maiores pensadores religiosos do nosso tempo".

Anteriormente, o Governo alemão comentara a decisão do Papa através do seu porta-voz, Steffen Seibert, dizendo este que o Executivo "tem o mais alto respeito pelo Santo Padre (...) e ele merece a nossa gratidão por ter dirigido a Igreja, como ele o fez durante estes últimos oito anos".

Ainda em Londres, o novo arcebispo de Cantuária, Justin Welby, dirigente espiritual dos anglicanos, afirmou estar de "coração pesado" com a decisão de Bento XVI, mas "compreender totalmente" as razões do Papa, que desempenhou "com grande dignidade, clarividência e coragem" as suas funções.

Também o Presidente francês, François Hollande, se expressou sobre a resignação de Bento XVI, considerando tratar-se de uma "decisão eminentemente respeitável".

Para François Hollande "não há mais comentários a fazer sobre um assunto que é, primeiro do que tudo, uma questão da Igreja", mas a "República saúda o Papa que tomou essa decisão".

O grande rabi de Jerusalém elogiou, por seu lado, o pontificado de Bento XVI, considerando que contribuiu em muito "para reduzir a atmosfera" e "os atos de antisemitismo" no mundo.

O primeiro-ministro demissionário de Itália, Mário Monti, disse estar "profundamente perturbado" pela decisão de Bento XVI.

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