Política está no sangue

José Pinto Coelho. O candidato derrotado à Câmara de Lisboa descende de famílias nobres e da linhagem do rei D. Pedro II

José de Almeida e Vasconcellos Pinto Coelho, presidente do Partido Nacional Renovador, nasceu em Lisboa, na Clínica de São Miguel, freguesia do Campo Grande, a 27 de Setembro de 1960. É o segundo filho de Maria Pia Penalva de Almeida e Vasconcellos e de José Gabriel Braamcamp Freire Pinto Coelho.

O seu pai, após a revolução de 1974, foi para o Brasil, onde trabalhou como arquitecto até 1981, tendo também deixado obra em Macau. José Pinto Coelho é casado e tem cinco filhos, sendo muito justamente sócio fundador da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas.

O seu avô paterno, Luís da Câmara Pinto Coelho, nasceu em Coimbra. Foi advogado, professor de Direito, deputado e diplomata, tendo sido embaixador de Portugal em Madrid e em Buenos Aires. Casou com Maria da Madre de Deus Amado Braamcamp Freire, filha dos 4.ºs barões de Almeirim, de quem teve seis filhos, dos quais destacamos o pintor Luís Pinto Coelho, retratista de fama internacional, falecido em 2001.

José Pinto Coelho é bisneto do professor José Gabriel Pinto Coelho, reitor da Universidade de Lisboa, presidente da Câmara Corporativa, e de sua mulher D. Maria do Carmo da Câmara, neta dos marqueses da Ribeira Grande. A sua bisavó descende dos duques de Lafões, e por esta linha de D. Pedro II de Bragança, rei de Portugal.

Foi seu trisavô Domingos Pinto Coelho, bastonário da Ordem dos Advogados, senador, jornalista, etc., e de sua mulher Ludovina da Silva Carvalho, neta do notável estadista liberal José da Silva Carvalho. Num campo político oposto, encontramos o tetravô de José Pinto Coelho, também jurista e jornalista, mas seguidor do partido de D. Miguel, o desembargador Carlos Zeferino Pinto Coelho.

Na família materna também se destaca seu bisavô Fernando de Almeida e Vasconcellos, professor universitário; seu trisavô o 1.º visconde de Penalva, capitalista; e o seu quinto-avô conde do Bonfim, militar e ministro liberal. Por via materna descende ainda José Pinto Coelho, candidato derrotado à Câmara de Lisboa, dos marqueses de Belas, de Borba e de Tancos.

Família Pinto Coelho, de Lisboa

Descende esta família de Francisco Pinto da Cunha, alcaide de Celorico de Basto no fim do séc. XVI, que na renovação do vínculo de Rateães de Basto obrigou todos os seus descendentes a usarem os apelidos Pinto e Coelho. Descendia de Paio Soares Pinto, cavaleiro do tempo do conde D. Henrique, senhor da Quinta do Paço em Santa Maria da Feira. Sua mulher, Francisca da Silva Coelho de Noronha, foi herdeira dos senhores de Felgueiras, de apelido Coelho, que provinham por varonia de Egas Moniz.

Foi filho destes António Pinto Coelho, senhor de Felgueiras e Vieira e dos morgadios de Simães e Ratiães, casado com D. Francisca de Ataíde (irmã do 1.º conde Avintes). Deste casal provêm os vários ramos Pinto Coelho. Foi neto destes José Luís Pinto Coelho, proprietário em Celorico de Basto e governador da ilha de São Miguel, bisavô de Francisco Pinto Coelho de Castro Magalhães e Sousa, desembargador da Relação do Porto e da Casa da Suplicação, pai de dr. Carlos Zeferino Pinto Coelho, jurista, chefe do partido legitimista e deputado.

De seu casamento com Rosalina de Sá Viana teve, entre outros, Francisco, Carlos, Domingos e Duarte Pinto Coelho, em cujas descendências se encontram os Pinto Coelho de Lisboa. Destes destacamos na actualidade a jornalista Sofia Pinto Coelho, a fadista Teresa Tarouca, o decorador Duarte Pinto Coelho e o pintor Pedro Pinto Coelho.

Esta página foi feita com a colaboração do Geneall.net.

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