Mário Machado expulso da sala

O testemunho do inspector-chefe da PJ, que conduziu a investigação ao caso do nacionalista Mário Machado, deixou ontem os arguidos incomodados e a juíza que conduz o julgamento foi obrigada a ordenar ao líder da extrema- -direita que abandonasse a sala até ficar mais calmo.

Na segunda sessão de julgamento - em que Mário Machado e sete outros arguidos são acusados de associação criminosa e de crimes como sequestro e ofensa à integridade física - foi chamado a testemunhar o inspector que liderou a investigação. Quando Pedro P. revelou as profissões dos três ofendidos - um vendedor de frutas, um designer gráfico e um taxista - Mário Machado soltou um grito do banco dos réus. "É mentira." A forma exaltada e as reacções da assistência na sala do Tribunal de Loures valeram ao arguido uma repreensão da juíza que preside ao colectivo, Susana Fontinha.

De acordo com José Manuel Castro, o advogado de Mário Machado, a sessão não foi interrompida, mas o seu cliente teve de abandonar a sala até ficar mais calmo, tendo voltado depois para assistir ao resto da sessão de julgamento. "Não nos cabe a nós averiguar se a profissão dos queixosos é verídica ou não, mas sim ao tribunal saber se os testemunhos são credíveis", disse José Manuel de Castro.

No início da sessão de ontem, que se prolongou todo o dia, um dos arguidos queixou-se que "os oito detidos foram transportados num veículo celular com capacidade apenas para quatro".

Neste processo, Mário Machado e restantes arguidos, quatro dos quais detidos preventivamente, estão ainda indiciados de tentativa de rapto, posse de armas de fogo, ofensas à integridade física e extorsão. Machado, alegado líder da organização de extrema-direita em Portugal, a Hammerskin, foi já condenado a oito meses de cadeia por ameaça à procuradora Cândida Vilar.

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