Mário Machado condenado a oito meses de prisão efectiva

O nacionalista Mário Machado foi condenado hoje a oito meses de prisão efectiva numa sentença lida na 4.ª Vara Criminal de Lisboa, num processo em que era acusado, com outro arguido, de ameaça, coação e difamação à procuradora Cândida Vilar.

Mário Machado, dirigente da Frente Nacional e líder do movimento Hammerskins em Portugal, estava acusado de ter escrito um texto, inserido na Internet por Bruno, o outro arguido, em que apelava aos "companheiros nacionalistas" que "não esquecessem" a procuradora Cândida Vilar.

A magistrada do Ministério Público foi responsável pela condução da investigação do processo de Mário Machado e outros 35 "skinheads" alegadamente de extrema direita, relacionado com discriminação racial, coação agravada, detenção de arma ilegal, ameaça, dano e ofensa à integridade física qualificada.

Mário Machado, que esteve em prisão preventiva decretada por Cândida Vilar, foi condenado em outubro de 2008 a quatro anos e dez meses de prisão efetiva, pena de que recorreu.

José Manuel Castro, advogado de Mário Machado, considerou, a 12 de janeiro, quando o nacionalista foi inquirido na 4.ª Vara Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, que o julgamento constitui "um ataque à liberdade de expressão".

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