Mário Machado começa a ser julgado a 1 de Julho por detenção de arma proibida

Mário Machado, dirigente da Frente Nacional e líder dos Portugal Hammerskins , movimento conotado com a extrema direita, começa a ser julgado a 1 de Julho, no Tribunal de Loures, por crime de detenção de arma proibida, disse fonte judicial.

A acusação, a que a agência Lusa teve acesso, foi sustentada na apreensão de um aparelho de choques ("stun gun") na residência de Mário Machado, a 6 de Junho de 2006, na altura em que foi também confiscada uma arma de fogo proibida ("shot gun").

"O arguido conhecia a natureza e características do aparelho de choques, aspersor e gás que guardava e os efeitos nefastos dos mesmos na saúde humana e sabia que os mesmos não têm qualquer aplicação lícita definida, destinando-se apenas a servir de arma de agressão", refere-se no despacho.

Este processo resulta de certidão extraída no julgamento de Mário Machado pela posse ilegal da arma de fogo, a "shot gun" exibida na televisão, ilícito pelo qual foi condenado a um ano de prisão com pena suspensa, prazo que já foi ultrapassado.

Também em Loures, Mário Machado está a ser julgado juntamente com outros sete arguidos, num processo em que estão indiciados de associação criminosa, extorsão, sequestro, posse de armas de fogo e ofensas corporais.

Os crimes reportam-se a finais de 2008 e início de 2009, com o alegado grupo liderado por Mário Machado a atrair vítimas para locais previamente estabelecidos, com o pretexto de lhes vender droga, acabando estas por serem sequestradas e roubadas.

Este julgamento, que tem alegações finais a 30 de Junho, iniciou-se a 25 de março, e Mário Machado está em prisão preventiva juntamente com outros quatro arguidos.

Machado foi condenado a oito meses de prisão efectiva em finais de Fevereiro deste ano, por difamação, ameaça e coação a uma procuradora.

Em Outubro de 2008, o Tribunal de Monsanto condenou Mário Machado e ouros 35 arguidos a quatro anos e 10 meses de prisão efectiva pelos crimes de discriminação racial, coação agravada, detenção de arma ilegal, danos e ofensa à integridade física qualificada.

Em 1997, o líder dos  Portugal Hammerskins foi sentenciado a quatro anos e três meses de prisão, pena que já cumpriu, por envolvimento no homicídio de Alcino Monteiro, cidadão português de origem cabo-verdiana, espancado até à morte, em 1995, no Bairro Alto, em Lisboa.

Mário Machado vai ser obrigado pelo Tribunal de Estarreja a interromper a prisão preventiva em Lisboa para cumprir uma pena efectiva de 48 fins de semana noutro estabelecimento prisional aos fins de semana.

O dirigente da Frente Nacional foi condenado pelos crimes que lhe foram imputados na sequência de uma rixa num posto de abastecimento de Cantanhede, em 2005, num julgamento em que não foi possível notificá-lo, quando o dirigente da Frente Nacional estava a ser julgado em Lisboa, no Tribunal de Monsanto, noutro processo.

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