Julgamento de Mário Machado adiado para 26 de Maio

O julgamento de Mário Machado, dirigente da Frente Nacional, foi hoje adiado para 26 de maio, depois de uma audição de meia hora em que não chegou a ser ouvida uma vítima dos oito arguidos, acusados de associação criminosa e outros crimes.

Na terceira sessão na 1.ª Vara de Competência Mista do Tribunal de Loures, apenas foi ouvida uma testemunha indicada pelo Ministério Público, após o qual a presidente do colectivo de juízes, Susana Fontinha, comunicou a suspensão da audiência por compromisso de um dos magistrados.

Como se prevê que a inquirição ao queixoso seja prolongada, o tribunal decidiu antecipar a audição a uma testemunha indicada pelo Ministério Público, o proprietário de um apartamento em Odivelas, distrito de Lisboa, para o qual o grupo alegadamente liderado por Mário Machado terá atraído uma vítima.

De acordo com a acusação, a que a Lusa teve acesso, a vítima foi vítima de agressões durante "cerca de três horas e meia". Outra das vítimas foi alvejada num joelho com uma bala de 9mm, tendo sido transportado para o Hospital de Faro.

Os crimes reportam-se a finais de 2008 e início de 2009, com o grupo de Mário Machado a atrair alegadamente as vítimas para locais previamente estabelecidos, com o pretexto de lhes vender droga, acabando por ser sequestradas e roubadas.

Este julgamento iniciou-se a 25 de Março, com a audição de elementos da Polícia Judiciária envolvidos na investigação.

Mário Machado, líder dos Kammerskins de Portugal, movimento conotado com a estrema direita, está em prisão preventiva, juntamente com outros quatro arguidos.

Machado foi condenado a oito meses de prisão efectiva em finais de Fevereiro deste ano, por difamação, ameaça e coação a uma procuradora.

Em Outubro de 2008, o Tribunal de Monsanto, que julgou o dirigente da Frente Nacional e outros 35 arguidos, condenou Mário Machado a quatro anos e 10 meses de prisão efectiva pelos crimes de discriminação racial, coação agravada, detenção de arma ilegal, danos e ofensa à integridade física qualificada.

Em 1997, o líder dos Hammerskins foi sentenciado a quatro anos e três meses de prisão por envolvimento no homicídio de Alcino Monteiro, cidadão português de origem cabo-verdiana, espancado até à morte, em 1995, no Bairro Alto, em Lisboa.

Mário Machado já cumpriu esta pena.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG