Guardas salvam Mário Machado de sova na cadeia

O líder neonazi parou para o alegado membro da 'Máfia da Margem Sul' passar. Foi então que as coisas se complicaram.

Mário Machado foi ameaçado pelo recluso brasileiro Eduardo Wesley Silva, 25 anos, membro da "máfia" brasileira da Margem Sul, que ainda se atirou ao líder neonazi para o espancar. Segundo confirmou ao DN o advogado do líder dos neonazis portugueses, José Manuel de Castro, a situação aconteceu há uma semana quando "ambos passavam num corredor da cadeia de alta segurança de Monsanto, acompanhados cada um por três guardas prisionais".

"Mandam as regras que, quando dois reclusos se cruzam num corredor, um pára para deixar passar o outro. Neste caso, foi o Mário que parou. Quando o recluso brasileiro se aproximou ,tentou bater no Mário, mas os seis guardas prisionais impediram-no", adiantou José Manuel de Castro.

O recluso brasileiro "foi alvo de um processo disciplinar" por ter tentado agredir Machado. "A situação foi controlada. Mas se isto pode acontecer numa cadeia de alta segurança como Monsanto o que dizer de outras?", comenta José Manuel de Castro. O advogado desconhece que comentários sobre os brasileiros presos preventivos da "Máfia da Margem Sul" é que o seu cliente fez para provocar esta situação, como foi noticiado ontem por um jornal. "O Mário contou- -me o que aconteceu na sexta-feira passada, quando o fui visitar à cadeia. Mas nunca me falou de comentários nenhuns."

Mário Machado só está no Estabelecimento Prisional de Monsanto há 15 dias. Chegou ali transferido do Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Sintra, onde "sofreu ameaças concretas contra a própria vida", segundo o seu advogado contou ao DN.

"Na Carregueira foi colocada ao Mário a seguinte escolha: ou ia para a ala dos violadores ou para a ala dos africanos. Como nenhuma lhe era favorável, foi colocado numa 'cela de preparação', uma cela isolada para os que ficam em observação." Antes da Carregueira, Machado esteve como preso preventivo na cadeia da Polícia Judiciária. Pediu agora para se casar na cadeia de Monsanto, o que deverá acontecer dentro de dois meses. Apesar destes incidentes, o seu advogado considera as cadeias portuguesas "seguras".

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