Tribunal adia contacto da menor com casal a pedido da criança

O Tribunal de Torres Novas adiou hoje o primeiro contacto da menor Esmeralda Porto com o casal que a criou durante seis anos, alegadamente a pedido da própria criança, disse hoje fonte judicial.

O primeiro contacto entre a menor e o casal Luís Gomes e Adelina Lagarto desde finais de Dezembro de 2008 - ocasião em que a criança passou a viver com o pai, Baltazar Nunes - estava agendado para quarta-feira, mas o encontro foi adiado hoje por ordem do tribunal.


Para sustentar este adiamento, sem nova data, o tribunal apoiou-se num parecer da pedopsiquiatra Ana Vasconcelos, que alegadamente citou a própria vontade da menor.


Este seria o primeiro encontro, mediado pela médica nomeada pelo tribunal, desde 19 de Dezembro, momento em que a criança passou a viver com o progenitor.


A fonte judicial indicou que, desde então, a criança tem convivido de forma saudável com o pai, mas, segundo a pedopsiquiatra, o comportamento alterou-se quando soube que os contactos com o casal estavam agendados para quarta-feira.


E foi a própria menor que pediu para não estar com o casal que a criou desde os três meses de idade, adiantou a mesma fonte.


A Agência Lusa tentou obter um comentário junto das partes, hoje à saída do Tribunal de Torres Novas, onde foi lido o acórdão referente ao processo-crime de que era alvo Adelina Lagarto, mas quer o casal quer o advogado de Baltazar Nunes recusaram prestar quaisquer esclarecimentos.


Esmeralda, que faz sete anos em Fevereiro, foi entregue pela mãe, Aidida Porto, ao casal Luís Gomes e Adelina Lagarto quando tinha três meses de idade, num momento em que o pai, Baltazar Nunes, não tinha ainda assumido a paternidade, algo que só fez quando a criança tinha um ano.


Desde então, a guarda da menina foi disputada pelo pai e pelo casal, com quem viveu até ao final de 2008.


A 09 de Janeiro passado, o Tribunal de Torres Novas entregou a guarda definitiva de Esmeralda ao pai.

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