Ordem recusa tomar posição sobre o caso

A Ordem dos Médicos (OM) não prevê uma tomada de posição sobre o caso Esmeralda, mas não afasta a possibilidade de o seu Colégio de Psiquiatria da Infância e da Adolescência emitir um parecer técnico, dada a posição pública de alguns dos pedopsiquiatras que o compõe contra a entrega da menor ao pai biológico.


"Sei que existe essa vontade entre vários membros do Colégio, mas são opiniões que não vinculam a Ordem, a não ser que sejam homologadas, o que não prevejo que aconteça no curto prazo", explicou ao DN o bastonário Pedro Nunes. Ressalvando que qualquer posição do referido colégio merece respeito, dada a elevada competência técnica dos seus especialistas, Pedro Nunes considera que esta é uma decisão de natureza judicial e que cabe às autoridades apoiarem-se nos pareceres que entenderem. "Não é matéria da competência da Ordem", conclui.


Os relatórios técnicos dos pedopsiquiatras que acompanharam a criança no serviços dos hospitais de Coimbra e Santarém desaconselharam sempre a separação dos pais afectivos, Luís Gomes e Adelina Lagarto. Nos últimos dois dias, terão sido muitos os contactos entre especialistas manifestando a surpresa e preocupação com sentença da juíza Mariana Caetano.

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