Médica analisa encontrode Esmeralda e casal Gomes

Esmeralda Porto terá, durante o próximo mês, três encontros com a mãe biológica, Aidida Porto. Já com os pais afectivos, Luís Gomes e Adelina Lagarto, a criança estará apenas umas horas num único dia, apurou o DN.

Esta decisão foi tomada ontem pelo Tribunal de Torres Novas que nomeou a pedopsiquiatra, Ana Vasconcelos, para assistir a todos os encontros, os primeiros desde que a criança foi entregue pelo tribunal ao pai biológico a 19 de Dezembro . O objectivo desta mediação é analisar a reacção de Esmeralda às visitas e fazer relatórios para entregar ao tribunal.

No dia 26 de Março, a juíza voltará a reunir para uma nova conferência entre todas as partes envolvidas neste processo. Nesse dia, será analisado este regime transitório de visitas através dos relatórios feitos pelo médica, Ana Vasconcelos. Além disso, poderá ser definido um calendário de visitas definitivo.

José Luís Martins, advogado do pai biológico da menor, confirma que existe um "plano de aproximação dos vários elementos importantes na vida da criança", mas sublinha que "será ainda sujeito a uma avaliação". Porém salienta que a menor "neste momento não quer visitas".

A advogada do casal Gomes, Inês Carvalho, também confirma que "só estão programados os encontros do próximo mês". O advogado de Aidida Porto, Pedro Rocha Santos, acrescenta que existe agora o objectivo que a "criança se aproxime de todos" para minimizar os impactos na sua estabilidade.

Esmeralda está com o pai biológico desde 19 de Dezembro, pois o Tribunal de Torres Novas permitiu que ficasse com a filha durante as férias de natal. Pouco depois, a 9 de Janeiro, a juíza encarregue do caso, conferiu a Baltazar Nunes a guarda definitiva da criança. O tribunal justificou a decisão com a "inexistência de qualquer reacção negativa da menor e da sua perfeita integração no agregado familiar do pai".

Desde então, o sargento diz que nunca mais viu a menor, nem mesmo no dia em que ela fez sete anos. "Isso não é possível", disse Luís Gomes ao DN, referindo-se ao facto de ter de esperar pela definição do regime de visitas. "Vamos ver o que o Tribunal vai decidir daqui a um mês", acrescentou o militar que vivia com a criança desde que esta tinha três meses e que se mostrou satisfeito com o acordo de visitas provisório, que vai permitir o "reencontro" com a menor.

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