Esmeralda sabe amanhã com quem vai ficar

Depois de a mãe biológica pedir a guarda, juíza deve decidir o destino da criança.

O Tribunal de Torres Novas deve decidir amanhã com quem vai viver Esmeralda Porto, naquela que é a segunda sessão do julgamento que decorre do pedido de regulação de poder paternal feito por Aidida Porto, mãe biológica da criança.

"Amanhã vai-se dar continuidade ao pedido de alteração da responsabilidade paternal", explicou o pai afectivo da criança, o sargento Luís Gomes. "E pode daqui sair uma decisão com quem a criança pode vir a ficar", explica o homem que criou Esmeralda até 2008. Contactados pelo DN, tanto Aidida Porto como José Luís Martins, o advogado de Baltazar Nunes, pai da menina, não prestaram declarações.

A sessão de amanhã vai contar com o depoimento de Florbela Paulo, pedopsiquiatra que acompanha Esmeralda em casa do pai, a quem a criança já assumiu que quer viver com o pai.

Em Dezembro de 2008, o tribunal decidiu a guarda a favor de Baltazar e em Março de 2009 confirmou a decisão. Agora, a mãe biológica - que já não mantém nenhuma relação com Baltazar - pediu a guarda da menor no final do ano passado.

As razões? Aidida alega possuir as condições económicas e a estabilidade familiar para poder acolher e criar a criança.

Na última sessão - a 8 de Janeiro -, a irmã de Aidida confirmou que esta é mãe de três filhos e todos se encontram à guarda dos respectivos pais, no Brasil.

Nessa sessão, o advogado de Baltazar Nunes questionou a irmã de Aidida sobre o tratamento que a irmã dá aos outros três filhos e esta disse desconhecer o que a irmã tem feito para cuidar dessas três crianças.

O caso de Esmeralda Porto - cuja guarda foi disputada durante anos pelo casal que a criou, Luís Gomes e Adelina Lagarto, e o pai de sangue, Baltazar Nunes - gerou acesa discussão na sociedade portuguesa.

A menina acabou por ser entregue ao pai biológico, em Dezembro de 2008.

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