Baltazar quer mudança de atitude

Advogado do pai espera que declarações do PGR sejam mantidas.

O advogado do pai de Esmeralda Porto espera que as afirmações do procurador-geral da República (PGR), revelando não ser intenção do Ministério Público (MP) recorrer de decisão sobre a guarda da menor, "não sejam meras declarações" e que "correspondam a uma prática efectiva". Neste caso, o comportamento do MP "não tem sido, aliás, de acordo com o que era exigível" a um órgão que deve zelar pelos cidadãos, afirma o advogado ao DN. "Até parece que o MP tem tido uma postura objectiva", no sentido de "contribuir para que a criança ficasse com o casal" de acolhimento, acrescenta José Luís Martins, considerando a atitude do MP "contraditória com a cultura necessária" para que a criança tenha um desenvolvimento harmonioso. "Espero que o MP tome a posição da defesa da menina", diz, por seu lado, o sargento Luís Gomes, que, com a mulher, teve Esmeralda à sua guarda até 19 de Dezembro, altura em que o tribunal, apoiado em pareceres técnicos, decidiu entregar a menor ao pai, Baltazar Nunes.


"Há decisões em que o MP tem interesse em recorrer, mas não é o caso", disse, ontem, em Mirandela, Pinto Monteiro. No entanto, recorda, este caso será sempre susceptível de alteração e só ficará definitivamente resolvido quando a menor atingir os 18 anos de idade.

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