Vítor Raposo foi detido pela PJ no Aeroporto de Lisboa

Vítor Raposo, sócio de Pedro Lima na compra dos terrenos de Oeiras, esteve ontem a ser interrogado durante cerca de seis horas no Tribunal Central de Investigação Criminal de Lisboa. O suspeito foi detido ainda no Aeroporto de Lisboa às 06.00, na altura em que chegava da Guiné-Bissau.

Mas só às 15.00 é que começou a ser ouvido no Campus da Justiça. No fim do dia, o juiz Carlos Alexandre - que já decretou prisão preventiva para Duarte Lima - decidiu que a audição transitava para o dia de hoje. Vítor Raposo, empresário transmontano (ver perfil), está acusado, juntamente com Pedro Lima e Duarte Lima, de burla qualificada, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Ontem à saída do tribunal, Paulo Sá e Cunha - advogado de Manuel Abrantes no Caso Casa Pia - que representa Vítor Raposo neste processo disse apenas aos jornalistas que o interrogatório continua hoje e que o seu cliente não está sob detenção.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.