Duarte Lima diz-se injuriado e promete processar jornais

O advogado de Duarte Lima considera que o ex-deputado tem sido alvo de "uma campanha diária e programada de injúrias" ao "serviço de interesses obscuros" no caso do homicídio de Rosalina Ribeiro no Brasil e adianta que irá processar jornais.

Em comunicado que leu à Agência Lusa, Germano Marques da Silva refere que alguns jornais tem publicado notícias de suspeitas que "afectam gravemente a honra e a dignidade" de Duarte Lima e que num deles tal "campanha dirigida, sórdida e abjecta" contra o seu cliente é baseada "em mentiras, imputações e insinuações falsas, vagas e infundadas".

O causídico revela que, no âmbito dos casos relacionados com a herança de Tomé Feteira, tem aconselhado Duarte Lima a resistir "às provocações para não alimentar o circo mediático e os interesses obscuros desses meios de comunicação, consciente de que o recurso aos tribunais não produzirá efeitos em tempo útil". No entanto, Germano Marques da Silva assegura que, patrocinando judicialmente Duarte Lima, vai accionar os responsáveis pela "infame campanha, exigindo indemnizações que constituam compensação moral proporcional à gravidade das ofensas e que reverterão integralmente para instituições de solidariedade social".

O único órgão de informação identificado no comunicado é o jornal "Correio da Manhã".

O professor de Direito declara-se um "defensor acérrimo" da liberdade de expressão e garante que esta "é a primeira vez" que patrocina uma ação judicial contra um órgão de comunicação social:"Só o faço, porque entendo que os abusos da liberdade de imprensa em Portugal não podem tornar-se numa via para, em nome da luta pelas audiências, ou, pior, para esconder outros agravos e branquear responsabilidades e responsáveis, espezinharem a honra e a dignidade das pessoas, serem transformados em instrumento de linchamento pessoal, nem substituírem-se aos órgãos aos quais num Estado de Direito compete a realização da Justiça".

Segundo o advogado, tem sido dirigidas a Duarte Lima "ofensas graves em escritos equívocos, venenosos, repetidos ou contraditórios, quase sempre com títulos bombásticos e caluniosos com chamadas de primeira página". Para Germano Marques da Silva, tal situação ocorre em "clara violação e flagrante abuso da liberdade de imprensa, conduzidos com evidente má fé e interesse, manipulados do exterior por quem tem algo a esconder ou alguma agenda oculta".

Também hoje foi noticiado em Portugal que a polícia brasileira suspeita que Duarte Lima terá telefonado a Rosalina Ribeiro, no dia da sua morte, a partir de Rio Comprido, uma perigosa favela do Rio de Janeiro conhecida por ser um local de tráfico de droga e de armas. Segundo o semanário "Expresso", a carta rogatória que as autoridades do Brasil fizeram chegar à Polícia Judiciária contém uma pergunta sobre essa suspeita.

O advogado de Duarte Lima, Germano Marques da Silva, recusa-se a comentar declarações atribuídas à polícia brasileira "por estas muitas vezes terem -- como é o caso -- um carácter completamente ridículo".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG