Menos crimes graves e violentos em Lisboa e Porto

Entre Janeiro e Setembro registaram-se menos 14,5% dos crimes violentos e graves do que em igual período do ano passado. Roubos a bancos e a bombas de gasolina aumentaram, assim como a ourivesarias localizadas nas áreas de jurisdição da Guarda Nacional Republicana.

Os assaltos a ourivesarias situadas em zonas cuja fiscalização é da responsabilidade da GNR aumentaram 29,8%. Segundo dados do Gabinete Coordenador de Segurança (GCS) a que o DN teve acesso, em 2006 ocorreram 37 crimes e este ano, entre Janeiro e Setembro, foram 48 os roubos deste tipo.


As estatísticas indicam que os assaltantes optam, na maioria das vezes, por estabelecimentos fora das grandes cidades, onde os sistemas de segurança não são tão apertados e há menos pessoas nas ruas. "Muitas destas localidades nem têm posto da GNR o que permite aos ladrões uma fuga mais fácil e sem complicações", explica ao DN Leonel Carvalho, secretário-geral do GCS. Ainda assim, na totalidade, e contando também com os dados da PSP, este crime violento decresceu 10,7%, já que a polícia contou com menos 20 crimes (27) em 2007 do que no ano passado.


Outro dos crimes violentos e graves que sofreu um aumento (ver infográfico) foi a resistência e coacção sobre funcionário. Este ano, durante o mesmo período em análise, registaram mais 3,9% de agressões (1211) das contabilizadas o ano passado (1165). Também o carjacking subiu 10,3%, sendo que é nas zonas fiscalizadas pela PSP onde ocorrem mais roubos de carros com recurso à violência (12,3%), ou seja, nas grandes cidades. Aliás, este crime está em muito "ligado ao roubo de ourivesarias", diz Leonel Carvalho.


Embora sem dados estatísticos, o Gabinete Coordenador de Segurança assegura que o roubo a bancos ou estações de crédito "aumentou significativamente" assim como o roubo a postos de abastecimento de combustível - este último "com menos relevo na criminalidade violenta".


Por distrito, verifica-se que foi em Viana do Castelo que se registou uma maior subida da criminalidade violenta e grave. Foram participados, à PSP e à GNR, 75 crimes , ou seja, mais 17,2% do que em 2006. No lado oposto, a maior descida aconteceu na Guarda (menos 46%). As cidades de Lisboa e Porto registaram um decréscimo de 24,9% (6689 crimes ) e 7,2% (2556 crimes ), respectivamente. Na região sul, o único distrito que registou uma subida foi Évora, com mais dez crimes participados, ou seja, mais 13,2%.


Contas feitas, entre Janeiro e Setembro, foram participados, em todo o País, incluindo Açores e Madeira, 14 105 (menos 14,5%) crimes graves ou violentos - todo o tipo de crime que envolve armas de fogo e agressões graves à integridade física - contra os 16 502 registados em 2006. No que toca à criminalidade geral, contam-se este ano 252 258 crimes , ou seja, menos 3,1% do que no ano anterior.

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