Criminalidade violenta em Lisboa cai 3,5%

Os crimes violentos na Área Metropolitana de Lisboa caíram 3,5% nos primeiros quatro meses deste ano, relativamente a igual período de 2004. Esta é a primeira vez, nos últimos seis anos, que se verifica uma quebra neste tipo de criminalidade, sobretudo devido à diminuição dos roubos por esticão e das ameaças à integridade física graves. O número de homicídios também caiu, assim como o dos roubos.


Os valores, ontem anunciados pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, indicam uma quebra acentuada da criminalidade geral (12%), fruto da maior actividade policial, que se traduziu em maior número de operações e de detenções. No reverso da moeda surgem as agressões a agentes das forças de segurança pública, que aumentaram mais de um terço relativamente a igual período de 2004 - e que tiveram como pontos negros a morte de três agentes em serviço.


Nas palavras da sub-comissária Paula Monteiro, "verificou-se uma quebra da criminalidade nos nove concelhos" que compõem a Área Metropolitana de Lisboa, seguindo uma tendência iniciada no ano passado - quando, pela primeira vez nos últimos anos, se verificou uma diminuição de 1% no número de crimes. Uma pequena vitória para a porta-voz do comando lisboeta, que recorda que, desde 1998, os números da criminalidade geral tinham um aumento anual na ordem dos 3 a 4%.


Para a sub-comissária, os valores ontem divulgados representam "os primeiros frutos" do aumento do número das operações-surpresa, em que se tem potenciado a participação conjunta das várias valências da PSP. Paula Monteiro realça ainda a regressão da criminalidade violenta , aquela que mais sequelas e danos graves deixa junto das vítimas, e que está muito ligada à actividade dos gangues. Na opinião da responsável, isso deve-se a um esforço das forças de segurança para marcar a sua presença no terreno e "não ser uma polícia ausente".

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