Crimes violentos: uma realidade que gera insegurança

No final de Agosto deste ano, o Gabinete Coordenador de Segurança (GCS) divulgou dados que indicavam um aumento da criminalidade violenta em 15% nos primeiros seis meses de 2008, face ao mesmo período de 2007.

O ano de 2008 ficou marcado por vários crimes que tiveram grande projecção mediática, como o sequestro e a tentativa de assalto numa dependência do BES, em Lisboa; o homicídio, à queima-roupa, de uma mulher numa urbanização em Sacavém (casada com um pivô da Sport TV), vários assaltos a carrinhas de valores cujos autores (um gangue de Loures), entretanto, foram capturados pela polícia.


Este tem também sido o ano do carjacking, o roubo de viaturas de luxo com recurso a armas de fogo. Desde o início do ano, segundo o DN noticiou, quase quatro mil armas legalizadas foram apreendidas, por ter sido reportado o seu roubo. Para combater o aumento dos crimes violentos registado este ano, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, apresentou uma Estratégia de Segurança para 2008, que prevê o reforço do efectivo policial, uma maior formação das polícias e um programa nacional de videovigilância, que conta já com a aprovação de 12 mil câmaras pelo Observatório da Segurança.


No mesmo sentido, o Código Penal sofreu alterações, que foram contestadas pelo procurador-geral da República, Pinto Monteiro, que apelou à sua revisão. A procuradora Maria José Morgado juntou-se aos protestos contra o novo código, que considerou "demasiado brando" e um "incentivo aos criminosos".

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