Polícia britânica suspeitou de Gerry e Kate McCann

O embaixador britânico em Lisboa disse  ao americano que a polícia inglesa tinha descoberto provas contra os McCann.

Existe apenas um telegrama dos obtidos pelo WikiLeaks que fala sobre o caso Madeleine McCann e, tal como revela o El País, resulta de uma conversa entre os embaixadores do Reino Unido e dos EUA em Lisboa, em Setembro de 2007. O primeiro conta ao segundo que foram os polícias britânicos que se deslocaram ao Algarve que descobriram as provas que incriminavam Kate e Gerry McCann pelo desaparecimento da filha Madeleine, a 3 de Maio desse mesmo ano, na Praia da Luz.

Uma revelação que é totalmente contraditória com aquilo que foi noticiado na altura, nomeadamente pela imprensa britânica, que chegou muitas vezes a pôr em causa o trabalho de investigação da Polícia Judiciária. Recorde-se que os pais de Maddie foram constituídos arguidos pela justiça portuguesa, decisão que provocou grande celeuma entre os dois países. Afinal, segundo o telegrama, é o próprio embaixador britânico que confidencia que foram as autoridades inglesas quem encontrou as provas que faziam dos denunciantes os principais suspeitos.

Richard Ellis, que acabava de chegar a Lisboa, visita o seu colega norte-americano, e os dois abordam o assunto que corria, na altura, o mundo inteiro. Ao contrário do que transparecia para a opinião pública, o diplomata britânico revela que as polícias de Portugal e do Reino Unido estavam coordenadas e que tudo era tratado com o máximo de sigilo.

O telegrama é confidencial e tem a data de 29 de Setembro de 2007, vinte dias depois de os pais de Maddie terem abandonado inesperadamente o Algarve após o interrogatório, em Portimão, no qual foram constituídos arguidos.

O embaixador britânico, que estava em contacto com o Governo português sobre as investigações, pede ao seu homólogo americano que mantenha esta conversa em "sigilo absoluto".

Segundo o diário El País, aquilo que esta mensagem confirma é o que vários meios de comunicação social revelaram na altura e que nunca as autoridades britânicas e os familiares dos McCann quiseram admitir em público. Ou seja, que foram os detectives britânicos, com a ajuda de cães especializados vindos de Inglaterra, quem achou as provas que evidenciavam a possível morte de Maddie (cheiro a cadáver, sangue e restos de fluídos corporais), tanto na parede do apartamento do Ocean Club, como no mala do carro que Kate e Gerry McCann tinham alugado.

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