Imagem dos McCann muda na imprensa inglesa

(ACTUALIZADA) Quase todos os jornais britânicos dão conta esta terça-feira dos telegramas diplomáticos, revelados pelo WikiLeaks, onde se afirma que a polícia britânica tinha provas do envolvimento do casal McCann no desaparecimento de Madeleine e escrevem qu

e o facto muda a percepção que os ingleses tinham do casal e da polícia portuguesa

O The Guardian informa que os McCann sempre afirmaram que "não existiam quaisquer provas que os implicassem no desaparecimento de Madeleine" e que a revelação do telegrama diplomático trocado entre os dois embaixadores, acaba agora por vir "alterar a percepção geral da altura, onde parecia que a polícia portuguesa estava a 'forçar' as suspeitas sobre o casal McCann".

O jornal "The Sun" escreve que a polícia britânica produziu provas contra o casal McCann, enquanto estavam a ser investigados pelas autoridades portuguesas devido ao desaparecimento da sua filha, Madeleine McCann, no Algarve .

Também o Telegraph destacou na sua edição desta terça-feira que as autoridades britânicas ajudaram a "conseguir provas" contra os pais de Madeleine.

O vespertino "Evening Standard" também deu relevo ao caso, ao fazer o título "Polícia britânica 'teve provas' contra os McCann, segundo a WikiLeaks".

Exactamente a mesma abordagem foi a adoptada pela Press Association.

A história do telegrama

O embaixador britânico em Portugal, Alexander Wykeham Ellis, terá enviado um telegrama ao seu homólogo norte-americano, a 21 de Setembro de 2007, duas semanas depois da polícia portuguesa ter constituído o casal como arguido no processo onde confirma a obtenção de provas contra o casal pela polícia britânica.

No telegrama enviado para Washington, o embaixador afirma que "o desaparecimento de Madeleine McCann em Portugal atraiu a atenção dos media devido à controvérsia gerada entre os investigadores portugueses e os pais de Madeleine". Sem revelar detalhes, Alexander Ellis admitiu no mesmo telegrama que a polícia britânica terá encontrado provas contra o casal McCann e que as autoridades dos dois países estavam a trabalhar no caso em conjunto.

Embora não adiante quais as provas encontradas, no telegrama, o embaixador garante que os investigadores ingleses estavam inclinados a nomear formalmente os McCann como suspeitos.

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