Gerry não explicou odor a cadáver

Gerry McCann não conseguiu explicar como é que foi detectado odor a cadáver no apartamento e no carro alugado pelo casal mais de 20 dias depois da noite do desaparecimento da sua filha Madeleine .

O pai de Maddie, a criança britânica desaparecida a 3 de Maio de 2007 da Praia da Luz, respondeu a todas as questões do interrogatório da PJ, de 7 de Setembro de 2007, dia em que foi constituído arguido, excepto as relativas à presença de odor a cadáver no apartamento 5A do Ocean's Club, de sangue no mesmo local e também no carro alugado pelo casal.

Ao contrário de Kate McCann , que se recusou a responder às quase 50 perguntas feitas pela PJ quando percebeu que era suspeita da morte da filha, Gerry mostrou disponibilidade em tirar as dúvidas dos inspectores que o interrogaram durante mais de 11 horas.

"Terminada a visualização e após sinalização pelos cães pisteiros de odor a cadáver no quarto junto do armário e por detrás do sofá encostado à janela e sala de estar, Gerry McCann disse não ter qualquer explicação para tal facto", pode ler-se no próprio processo, arquivado desde 21 de Julho, e que na segunda-feira foi disponibilizado a mais de 40 jornalistas.

"Também, e agora pelo cão de detecção de sangue humano, tendo sido assinalado sangue por detrás do sofá acima referido", Gerry McCann respondeu que não pode explicar tal facto.

Sobre a detecção de sangue humano no apartamento, Gerry recusou especular sobre isso mas não hesitou em responder a uma pergunta de Carlos Pinto de Abreu, seu advogado de defesa, ao confirmar que Madeleine costumava sangrar do nariz.

Já Kate McCann deixou muito por esclarecer, segundo os autos do processo. No dia anterior, a 6 de Setembro, a mãe de Maddie foi interrogada durante mais de nove horas. No dia seguinte, de volta às instalações da PJ, é surpreendida com o facto de ser suspeita e é constituída arguida. A conselho do seu advogado de defesa, Kate recusa-se responder às 48 questões que lhe foram colocadas.

Gerry foi ainda questionado se tinha algo mais a acrescentar no final da conversa. Ao que respondeu: "Não existem provas de que a minha filha esteja morta e por isso vou continuar a procurá-la na esperança que esteja viva". E respondeu ainda que os gémeos, irmãos de Madeleine , durante as horas que decorreram as buscas na primeira noite, nunca chegaram a acordar.

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