Amaral vai recorrer de proibição

A juíza da 7.ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa decidiu ontem manter a proibição do livro Maddie - A Verdade da Mentira, de Gonçalo Amaral. O ex-inspector da Polícia Judiciária (PJ) considerou a decisão "completamente desenquadrada" e anunciou que vai recorrer.

Na leitura da sentença, realizada no Palácio da Justiça, em Lisboa, a juíza Gabriela Cunha Rodrigues tornou definitiva a providência cautelar de retirada do livro, que tinha sido decretada em 9 de Setembro de 2009. No livro, Amaral defende a tese de envolvimento de Kate e Gerry McCann no desaparecimento da filha, em Maio de 2007, num apartamento da Praia da Luz, no Algarve.

O ex-inspector disse que a decisão da juíza reflecte "o estado em que a liberdade de expressão está em Portugal" e afirmou estar "preparado para chegar ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos se for necessário."

Já a advogada de Kate e Gerry McCann regozijou-se por ter sido "feita justiça" com a decisão de retirada do mercado do livro e do vídeo com o mesmo título, baseado num documentário exibido na TVI. "Ninguém pode afrontar um cidadão ou cidadãos que não estão condenados em tribunal. Esta foi uma boa decisão", disse Isabel Duarte. A causídica disse ter comunicado a decisão judicial ao casal McCann através de mensagem escrita e que Kate respondeu: "Este é o começo de uma nova situação que pode reabrir a procura de Madeleine."

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