Avó diz que Joana foi vendida

A avó de Joana Cipriano, a criança desaparecida há mais de um mês e meio da aldeia de Figueira (Portimão), acredita que esta foi «vendida e encontra-se viva» em Espanha, tendo lembrado, ao DN, que o seu ex-marido e pai dos dois detidos por suspeita de homicídio da menor tentou negociar, há mais de uma década, um dos cinco filhos a um «casal alemão por 14 mil contos».

Nessa altura, Florinda Cipriano, nem querendo acreditar no que ouvia da boca do companheiro, disse-lhe em jeito de repulsa e desabafo: «Vendo-te é a ti.» A senhora, que regressou recentemente à sua casa na zona de Portimão, após ter trabalhado, «como é hábito todos os anos», nas vindimas em França, teve de tomar «três calmantes» para visitar, no domingo, a sua filha, Leonor Cipriano, na cadeia de Odemira, onde se encontra em prisão preventiva indiciada pela morte de Joana.

«A Leonor está com a cara "marcada", cheia de nódoas negras junto aos olhos, naturalmente devido à pancadaria que tem levado. Conheço-a bem e tenho a certeza de que nem ela nem o irmão, o João, mataram a menina. Ela falou-me com um sorriso que a Joana poderia estar em Espanha e que a última vez que a viu foi quando a mandou às compras, tendo o tio saído atrás dela», contou Florinda Cipriano.

Nos próximos dias deverá visitar o outro filho, detido preventivamente na cadeia de Olhão. Quanto aos vestígios de sangue encontrados pela Polícia Judiciária, em casa de Joana, «a Leonor disse-me que limpou o chão, onde estavam carraças, com roupa da menina».

Antes do desaparecimento da menor, aqueles dois filhos de Florinda Cipriano mantinham uma estreita relação com o próprio pai, residente no concelho de Alcoutim. Por isso, à avó de Joana não lhe custa a acreditar na venda da criança a alguém em Espanha, dada a proximidade do local onde vive o seu antigo marido.

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