Próxima sessão do Casa Pia marcada para 7 setembro

A próxima sessão do julgamento do caso Casa Pia está marcada para 7 de setembro, dando o tribunal um prazo para os arguidos apresentarem nova produção de prova.

A marcação desta data para depois das férias judiciais de verão não agradou a Ricardo Sá Fernandes, advogado de Carlos Cruz, que lembrou que este processo já dura há oito anos e que o apresentador de televisão "tem tido uma vida suspensa por essa razão".

Ricardo Sá Fernandes anunciou que irá solicitar ao Conselho Superior da Magistratura que, na medida do possível, alivie este coletivo de juízes dos trabalhos que têm nos tribunais onde estão colocados, de forma a que o julgamento se possa concluir com brevidade.

Depois de marcada a data da próxima sessão o juiz deu por encerrada a sessão de hoje.

O processo Casa Pia regressou hoje a julgamento em primeira instância, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter mandado repetir em fevereiro a produção de prova relativa aos alegados crimes sexuais cometidos contra ex-alunos numa vivenda em Elvas.

O acórdão de primeira instância, que havia condenado seis dos sete arguidos a penas de prisão efetiva, foi proferido em Setembro de 2010, depois de uma maratona judicial que durou quase seis anos, em que foram ouvidas perto de mil testemunhas.

Com exceção de Carlos Silvino, "Bibi", nenhum dos arguidos admitiu a prática de abusos sexuais de menores, reclamando inocência.

O coletivo de primeira instância, presidido pela juíza Ana Peres, condenou Carlos Silvino (18 anos), Carlos Cruz e Ferreira Diniz (sete anos), Jorge Ritto (seis anos e oito meses), Hugo Marçal (seis anos e dois meses), Manuel Abrantes (cinco anos e nove meses) e absolveu Gertrudes Nunes. Os condenados ficaram ainda obrigados a pagar indemnizações às vítimas.

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