Carlos Cruz deverá voltar à prisão nas próximas semanas

A TVI 24 avançou que o Tribunal Constitucional indeferiu o recurso do antigo apresentador de TV. O advogado de Carlos Cruz diz que, a ser verdade, o arguido apresentar-se-á na cadeia. "Não é preciso irem buscá-lo a casa".

O mesmo aconteceu, segundo a estação de TV, aos arguidos Jorge Ritto, Manuel Abrantes e Ferreira Diniz.

Em declarações à TVI 24, Ricardo Sá Fernandes, advogado do ex-apresentador, garantiu desconhecer qualquer acórdão do Tribunal Constitucional. "Não fui notificado, o que não quer dizer que a notícia não seja verdadeira. Já estou habituado a tomar conhecimento de decisões judiciais através da comunicação social", afirmou.

Sá Fernandes disse já ter falado com Carlos Cruz acerca da decisão do Tribunal Constitucional avançada pela TVI. "Ficou desiludido, um pouco incrédulo, quer ver isto preto no branco", explicou.

O advogado garantiu ainda que, a confirmar-se a notícia, dentro de dez dias, quando a decisão transitar em julgado, Carlos Cruz apresentar-se-á na prisão. "Não é preciso irem buscá-lo a casa".

"Carlos Cruz será preso. Posso garantir que ele não fugirá", acrescentou Sá Fernandes, que prometeu que não recorrerá a "expedientes" para atrasar o processo. "Ele recolherá à cadeia, de cabeça levantada, tal como sairá de cabeça levantada", disse.

Sá Fernandes afirmou que continuará a lutar para "desmascarar" este processo, "que constitui uma grande mentira e que nos há de envergonhar".

Carlos Cruz foi condenado a 6 anos de prisão no âmbito do processo Casa Pia. Parte da pena já foi cumprida, mas Sá Fernandes admitiu ainda não ter feito as contas para saber que tempo resta na cadeia. "Espero que não tenha de cumprir o tempo todo", disse, referindo que espera conseguir no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem aquilo que não conseguiu na justiça portuguesa.

De acordo com a Lusa, também os advogados Miguel Matias, que representa a Casa Pia e vítimas/assistentes, e Paulo Sá e Cunha, defensor de Manuel Abrantes, disseram que desconheciam o acórdão do Tribunal Constitucional.

O assessor de imprensa do tribunal, Pedro Moreno, apenas explicou à Lusa que "as partes serão primeiro notificadas sempre" e depois disso será emitido um "comunicado, que, face ao processo mediático, poderá ser adicionado de esclarecimentos".

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