Dois anos para cumprir recomendação da ASAE

ASAE obriga a fechar cozinha do refeitório da Assembleia da República.

O refeitório da Assembleia da República vai fechar para obras de remodelação da cozinha. Não seria notícia, não fosse o facto de as obras terem sido recomendadas pela ASAE ... há dois anos.


O encerramento foi ontem comunicado à conferência de líderes parlamentares pela secretária-geral do Parlamento, Adelina Sá Carvalho, que informou os deputados sobre as obras que vão decorrer até ao final do ano no edifício da Assembleia. Já aos jornalistas, a responsável parlamentar explicou que a ASAE esteve na AR há cerca de dois anos, para fazer uma vistoria à concessionária que explora os espaços de restauração no Parlamento. E recomendou então alterações na cozinha do refeitório, que conta já "mais de 40 anos".


"As recomendações foram muito bem vindas, mas de certa forma foram inúteis porque já estavam previstas" no plano de obras gerais, referiu Adelina Sá Carvalho. Só que estas, que estavam inicialmente previstas para o ano passado, acabaram por ser adiadas para este ano. E, com elas, a remodelação recomendada pelos inspectores da ASAE .


Adelina Sá Carvalho garante que se trata de alterações de pormenor. Um exemplo: as torneiras devem abrir sem ser accionadas pelas mãos.


ASAE "não foi convidada"


Se as recomendações da ASAE foram "bem-vindas", a própria vistoria nem tanto. Adelina Sá Carvalho fez ontem questão de afirmar que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica foi ao Parlamento pedir sem autorização prévia - "não foi convidada" . E salientou que não se tratou de uma acção inspectiva à Assembleia da República - "não podia, é um órgão de soberania autónomo".


As obras no edifício do palácio de São Bento concentram-se sobretudo na Sala das Sessões, onde se realizam os plenários. E implicam a substituição do ar condicionado, a instalação de um novo sistema de luzes, bem como a instalação de novas bancadas, que passarão a incorporar um computador para cada deputado.


A finalização dos trabalhos está marcada para o final do mês de Novembro, mas Adelina Sá Carvalho admitiu ontem que se prolonguem para lá daquela data, devido a uma intervenção relacionada com a resistência sísmica, que foi recomendada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). Exceptuando esta alteração, as obras estão a decorrer dentro dos prazos previstos, garantiu a secretária-geral do Parlamento.

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