Dez milhões de artigos copiados apreendidos

Actividade causa um prejuízo de 300 milhões de euros no comércio mundial. Mas é, também, um sinónimo de vitalidade da marca.

A Lacoste, Levis, Diesel, Puma, Timberland, Nike, Dolce & Gabana, Ralph Lauren e Quick Silver são as marcas mais copiadas à venda no mercado nacional, segundo António Nunes, presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). "É um dos maiores problemas do mundo, mas é um sinónimo de vitalidade das marcas", diz Carlos Coelho, gestor de marcas.

A ASAE acumulou um milhão de artigos contrafeitos desde 2006, o que originou mais de dois mil processos-crime. Segundo disse à Lusa António Nunes, o valor estimado destes artigos é de dez milhões de euros e cerca de metade é para destruir. Aqueles em que se consegue retirar a marca são doados a instituições de caridade. A contrafacção causa 300 milhões de euros de prejuízo no comércio mundial.

A Lacoste, explica Carlos Coelho, esteve em risco de ir à falência devido à contrafacção. Não só porque a grande quantidade de cópias das suas roupas desvalorizou o original, mas também porque a empresa não teve a agilidade para reagir ao nível de controlo e da diversificação do produto.

O exemplo contrário é o da Louis Vuitton, uma das marcas mais copiadas, mas que não deixa de ser valiosa. "A contrafacção acaba por promover a marca", defende aquele especialista, acrescentando: "Quem compra a cópia compra a parte física não a alma. A pessoa quando tiver dinheiro vai comprar o original." Sublinha que são as pessoas com menos rendimentos que aderem mais à contrafacção, embora este mercado atravesse todas as classes sociais.

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