Associação defende ex-directora da ASAE

A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) veio ontem a público solidarizar-se com a ex-directora regional do Norte da ASAE, substituída no cargo dias depois de prestar declarações polémicas numa iniciativa organizada por aquela entidade em conjunto com a PSP local.


"Uma pessoa que defendeu a instituição quando a atacaram, que sempre falou na legalidade. Se isso a transformou numa mártir, é sinal de que vai ser reconhecida por muito tempo", afirmou Joaquim Ribeiro, presidente da AEVC.


Tudo porque a 27 de Maio, a então responsável máxima da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) para a região Norte apelou, em Viana do Castelo, aos empresários de restauração do Minho para "se organizarem" em defesa de uma gastronomia "única". "Eu também sou minhota e mato um frango, da capoeira da minha mãe, quase todas as semanas", confessou a inspectora Fátima Araújo, perante 300 empresários vianenses, assumindo-se como acérrima defensora da gastronomia nacional.

Certo é que passados poucos dias Fátima Araújo foi informada da sua substituição no cargo, no âmbito de um concurso que estaria em curso e cessou, entretanto, funções, como explicou fonte do Ministério da Economia. "Se foi para que possa, amanhã, ser apontada como um exemplo positivo, então foi de facto uma mártir", afirmou Joaquim Ribeiro, garantindo que através da posição assumida no polémico encontro, Fátima Araújo, "credibilizou publi- camente" a ASAE e "demonstrou profissionalismo".

"Com pedagogia é mais fácil concretizar aquilo que a legislação impõe, não havendo necessidade de recorrer às atitudes mais arrogantes e incriminatórias que são queixa vulgar dos empresários", sustentou o porta-voz dos comerciantes de Viana do Castelo, sublinhando o "bom-senso" demonstrado pela ex-directora. "É a mais sábia das virtudes de quem está em lugares de responsabilidade", rematou.

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