António Nunes investigado por indícios de corrupção

A Polícia Judiciária (PJ) abriu um inquérito-crime, por indícios de corrupção, à relação entre a extinta Direcção-Geral de Viação (DGV) e uma empresa de informática. Os factos remontam a 2002, época em que a DGV era liderada por António Nunes, actual presidente da ASAE.


António Nunes já reagiu a esta informação divulgada pelo semanário Sol e disse estar de consciência tranquila. O responsável garantiu à Rádio Renascença que não fez "nada de forma ilegal". "Todas as aquisições feitas na DGV, enquanto lá estive, foram feitas de acordo com as normas exigidas para a aquisição de bens e serviços para o Estado", assegurou.


A PJ está a investigar os contratos de aquisição de serviços e equipamentos informáticos celebrados entre a DGV e a empresa Microfil. Sob investigação está também o facto de, a partir dessa altura, o filho de António Nunes aí se encontrar a trabalhar.


A Microfil é uma empresa especializada em digitalização e arquivo de documentos com sede em Cortegaça, Ovar. O contrato deverá ter rendido à empresa mais de dez milhões de euros.


Além dos contratos atribuídos sem concurso público, está também em causa a anulação de um concurso em que a empresa tinha ficado colocada em penúltimo lugar. Duas semanas depois da anulação deste concurso, a DGV abre um novo, que desta vez é ganho pela Microfil.


A investigação está a cargo da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF). Este é o segundo inquérito-crime em curso aos responsáveis da DGV por indícios de corrupção.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG