"Governo deveria tomar posse antes de dia 23"

O Presidente da República manifestou hoje o desejo de que a tomada de posse do novo Governo ocorra o mais rapidamente possível. Dia 23 haverá uma Cimeira em Bruxelas e se Passos não tomar posse até lá, será Sócrates a representar Portugal.

O Presidente da República afirmou hoje que depois de ter convidado Pedro Passos Coelho a formar Governo, o líder do PSD terá agora de apresentar o seu executivo para se poder marcar uma data para a tomada de posse. Para Cavaco Silva, "seria conveniente que a tomada de posse do novo Governo fosse marcada o mais rápidamente possível".

Além da urgência de o País ter o mais brevemente possível um novo Governo em funções, acresce ainda que no próximo dia 23 irá haver uma importante cimeira em Bruxelas e seria importante que Portugal fosse representado na mesma pelo novo primeiro-ministro.

O Presidente da República afirmou que falou com a Comissão Nacional de Eleições (CNE) para saber se o apuramento dos resultados finais das eleições estará feito a tempo e revelou que a CNE assegurou que "está a fazer todos os esforços para que tal se processe o mais rapidamente possível". Para Cavaco Silva "seria bom que tudo estivesse resolvido antes de dia 23 ou no próprio dia 23".

Caso contrário, Pedro Passos Coelho não poderá estar presente na conferência de dia 23, em Bruxelas. Segundo Cavaco Silva, que falou hoje acerca da cimeira com Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, no caso do processo eleitoral não estar resolvido até essa data e o Governo não tiver tomado posse até lá, "terá de estar presente em Bruxelas o primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, uma vez que não é possível substituir o antigo pelo actual primeiro-minsitro".

Questionado acerca dos elevados números da abstenção registados nestas eleições e à possibilidade de os cadernos eleitorais não corresponderem à realidade, no que respeita ao número exacto de eleitores em Portugal, Cavaco Silva afirmou que "estão registados actualmente mais de nove milhões de eleitores nos cadernos eleitorais, mas é muito difícil que existam em Portugal muito mais que oito milhões e meio, por isso, era importante analizar os cadernos eleitorais para se apurar ao certo o número de votantes".

Para o Presidente da República, a confirmarem-se estes números, a taxa de abstenção seria assim substancialmente reduzida.

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