Santos Silva exige esclarecimentos a Passos

Augusto Santos Silva lançou, ao início da tarde em Guimarães, um desafio ao líder do PSD.

Insatisfeito com as suas declarações acerca dos incidentes de ontem à porta do comício do PS, o dirigente socialista exigiu saber "até ao final do dia - e já tarda - se condena ou não os incidentes provocados contra um comício do PS; se teriam algum direito de o fazer; e se essas pessoas foram maltratadas. Se achar, o dr. Passos Coelho não entende o que é a liberdade, o que é o direito de reunião, isto é, a democracia."

Na abertura do almoço/comício com militantes e apoiantes, o ainda ministro da Defesa jogou, como sempre, ao ataque. Dizendo que as declarações de Passos desta manhã "não chegam, são demasiado ambíguas", afirmou que "o que se passou ontem, perturbando o comício do PS, é demasiado grave para deixar em claro. E é importante para o teste das convicções democráticas de cada um, grave demais para cada um fugir", disse, falando claramente numa "tentativa de boicote".

Depois, ainda responsabilizou o PSD pela criação de um clima propício a incidentes "desta natureza". Porque "não pode haver lágrimas de crocodilo", apontou o dedo a "uma campanha que tem sido dirigida sistematicamente contra o líder do PS, que tem recorrido ao insulto e agressão gratuitas. É esse clima que tem ajudado a criar estes efeitos, certamente indesejados", disse. Mais à frente, Santos Silva pediria até que se "acabem com as comparações" (as feitas na campanha laranja entre Sócrates e Hitler, Saddam ou o drácula, estava implícito), para que outros incidentes como os de ontem não se repitam.

Com uma intervenção centrada no que aconteceu em Faro, Augusto Santos Silva ainda falou da "inversão" de papéis - "quem boicota é que foi maltratado?". E fechou o tema, dizendo que "não chega lamentar. Ou se condena ou não se condena. Se não se condenar, perdoa-se, disfarçar-se, secundariza-se".

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