Sete boicotes e apelos à abstenção

Populações de sete freguesias e concelhos ameaçam aproveitar as eleições presidenciais de domingo, através de boicotes e apelos à abstenção, para reclamar a construção de várias infraestruturas.

A população de Muro, concelho da Trofa, admite faltar às eleições presidenciais, em protesto pelos atrasos na construção da linha de metro do Porto até Trofa, disse o presidente da Junta, Carlos Martins. O autarca eleito pelo CDS afirmou à Agência Lusa que, na sua qualidade de presidente da

A população de Pedras Salgadas, em Vila Pouca de Aguiar, saiu quinta-feira à rua a apelar à abstenção nas eleições presidenciais e para mostrar o seu "descontentamento" pelo não cumprimento do projecto hoteleiro Aquanattur no parque termal. O presidente da Junta de Freguesia de Bornes de Aguiar, Rui Sousa, onde está inserido o espaço, explicou à Lusa que "não vai ser um boicote a cadeado, ou seja, as urnas vão abrir". "Mas nós não vamos votar", garantiu o autarca.

A freguesia de Caíde de Rei, Lousada, vai manifestar-se domingo "pela positiva" em defesa do alargamento do cemitério e contra várias "injustiças", mas o presidente da autarquia não esclareceu se haverá boicote. Em declarações à Lusa após a assembleia de freguesia em que se discutiu a possibilidade de boicote às eleições, António Magalhães (PSD) frisou que "a população está muito insatisfeita" e manifestou-o, "de forma clara", na reunião.

A hipótese de boicote às eleições presidenciais foi colocada também "em cima da mesa" pelo movimento cívico que defende o projecto do metropolitano de superfície do Mondego, disse domingo Jaime Ramos, porta-voz do grupo de cidadãos. Os autarcas de Miranda do Corvo e Lousã afirmaram que um eventual boicote às eleições presidenciais será uma "decisão pessoal" na defesa do projecto do metropolitano de superfície do Mondego, enquanto o presidente da Câmara de Coimbra garantiu que não vai aderir a um protesto dessa natureza.

A Junta de Freguesia de Gralheira, Cinfães, admitiu também boicotar as eleições presidenciais, em protesto pela inexistência de rede de telecomunicações móveis. A população promete colocar nas urnas dois bois, com a inscrição "BOIcote".

Também a população de Granho, Salvaterra de Magos, poderá boicotar as eleições de domingo, em protesto contra o encerramento do posto de saúde. Um panfleto anónimo a apelar ao boicote foi distribuído esta semana pela freguesia.

A Associação de Defesa do Património de Beja chegou a admitir boicotar as eleições presidenciais, em protesto contra o eventual fim das ligações diretas do comboio Intercidades entre Beja e Lisboa, mas recuou na intenção, disse à Lusa o presidente da associação, Florival Baiôa.

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