Falhas terão impacto no nível de abstenção

Nuno Godinho de Matos, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, admite que os problemas que se têm verificado a nível nacional devido ao desconhecimento do número de eleitor, vão aumentar a abstenção.

"Que tem impacto tem. Qual a dimensão do mesmo ninguém pode responder. Mas se disser que não, estarei a mentir", afirmou à SIC Notícias Nuno Godinho de Matos.

O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições recusou utilizar a expressão "crash" para definir as falhas nos vários mecanismos de obtenção do número de eleitor (sem o qual é impossível votar), e preferiu falar em "bloqueio". "A base de dados não conseguiu dar conta" das solicitações", afirmou.

Sem querer atribuir responsabilidades, por, segundo disse, ser necessário "estudar com rigor o que se passou", o responsável explicou que o portal do eleitor na Internet é da responsabilidade das infraestruturas do Ministério da Administração Interna.

Nuno Godinho Matos descartou veementemente a possibilidade de alargar o acto eleitoral por mais algum tempo além das 19.00. "Seria criar um problema. Seria louco e irresponsável", disse, falando na possibilidade de a ordem, a ser dada, poder não ser acatada por todos. "Seria a anarquia total", defendeu.

"A lei diz que o acto eleitoral encerra às 19.00. Ninguém pode, por decisão administrativa, prolongar o acto eleitoral".  

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