PPM garante ser o único partido de centro

O Partido Popular Monárquico (PPM) garante ter actualmente o "maior eleitorado" da sua história, ao assumir-se como a única força política do centro que concorre às eleições legislativas de 05 de Junho.

Em entrevista à Lusa, o presidente do PPM, Paulo Estêvão, lembrou que o seu partido foi um dos fundadores da Aliança Democrática (AD), a par do PSD e CDS.

"Neste momento o PSD deixou de ser claramente um partido social-democrata. É um partido liberal, muito à direita, com um programa que não é compatível com os princípios da social-democracia", disse.

Enquanto no programa do CDS "vê-se muito pouco da democracia cristã".

"O PPM é o único que se mantém, do ponto de vista ideológico, ao centro e próximo daqueles que eram os nossos aliados históricos", referiu. No entanto, mantém com PSD e CDS alianças em eleições autárquicas.

Com o objectivo de conseguir representação parlamentar para o PPM, que já teve "ministros e secretários de Estado", Paulo Estêvão garante que para entrar "num Governo ou num acordo com incidência parlamentar" colocará condições como a recusa da privatização das Águas de Portugal, da TAP e dos CTT.

Em relação ao BPN, o PPM defende a sua privatização.

A redução "drástica" da despesa pública através da extinção de instituições, o fim das Parcerias Público Privadas e as críticas ao aumento da carga fiscal são outros dos pontos do programa eleitoral.

Acerca do memorando sobre o resgate externo, Paulo Estêvão garante que quem não o assinou ficou com "margem de manobra para negociar" e garantiu que PSD, PS e CDS não vão cumprir o que acordaram no que respeita à redução do número de câmaras e juntas de freguesias.

Com um orçamento de campanha 19 mil euros, uma das grandes apostas do PPM é a eleição de Gonçalo da Câmara Pereira pelo círculo eleitoral de fora da Europa e a região da Madeira, onde se preparam também as eleições regionais de Outubro.

As regiões autónomas são destacadas pelo PPM que quer aumento das competências legislativas e a "blindagem" da lei das finanças regionais.

Na Educação, o PPM critica o alargamento do ensino obrigatório e quer professores sem cargas burocráticas, enquanto na Justiça defende a Polícia Judiciária apenas na alçada do Ministério Público.

Na Defesa, Paulo Estêvão quer menos oficiais, maior investimento no espaço marítimo português e Portugal fora das missões internacionais e na Saúde mais vagas universitárias para a formação de médicos.

Investimentos na agricultura e pescas também são pedidos no programa do PPM.

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