A esperança de um deputado do PAN "morreu na praia"

A esperança de o Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) eleger um deputado "morreu na praia", depois um entusiasmo inicial, festejado com o atingir da fasquia dos 50 mil votos.

Reunidos num hotel de Lisboa, os apoiantes do PAN foram festejando os resultados, que a determinada altura fizeram sonhar com a eleição do líder Paulo Borges, o cabeça de lista pelo círculo de Lisboa.

Enquanto os resultados foram sendo favoráveis, a sala foi "invadida" por gritos de apoio ao PAN, um partido fundado em Janeiro, que apresentou listas em todos os círculos à exceção de Bragança e Fora da Europa.

As manifestações de alegria foram diminuindo de intensidade, quase ao mesmo ritmo que os resultados, sobretudo os do círculo de Lisboa, iam sendo disponibilizados.

Com os festejos de PSD em fundo, tanto na televisão como na rua, a desolação foi tomando conta dos apoiantes, que se entretinham em conversas à volta da mesa do jantar partilhado e na sua maioria composto por comida vegetariana trazida de casa.

Já com a eleição histórica de um deputado a não passar de uma miragem, os apoiantes do PAN brindaram à passagem da barreira dos 50 mil votos, que dá ao partido o direito de receber subvenções estatais.

"Há mais de 50 mil pessoas que votaram pela humanidade, pelos animais e pela natureza. Neste momento há uma alternativa, e se desta vez não conseguimos, para a próxima conseguiremos de certeza", afirmou Paulo Borges, enquanto os copos estavam erguidos.

Na corrida dos pequenos partidos, o PAN foi apenas batido a nível nacional pelo PCTP/MRPP, tendo obtido um total de 57 634 votos.

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