Uma campanha de fazer perder a cabeça

Numa aula sobre Europa, Nuno Melo defendeu a doutrina do CDS em matéria social e atacou o rendimento mínimo

A campanha do CDS tem momentos de improvisação de fazer perder a cabeça. Enfim, de perder o cabeça-de-lista em acções de duvidosa eficácia. Ontem, em Castelo Branco, a máquina partidária voltou a tropeçar. Nuno Melo devia dar uma aula sobre Europa na Universidade sénior, o que seria oportunidade para finalmente falar em temas europeus. No entanto, a sessão acabou por ser utilizada para a abordagem das pensões, envelhecimento, rendimento mínimo e pobreza.

A aula esteve cancelada por dez minutos, por falta de comparência dos séniores, que tinham partido em excursão para Vila Viçosa (onde estavam a passar bem, alguém anunciou) mas Nuno Melo decidiu continuar, com as 30 pessoas presentes. Nuno Melo defendeu políticas sociais mais justas, citando exemplos tais como o subsídio de desemprego levar em consideração as situações em que marido e mulher estão desempregados ou ainda que "em matéria fiscal o número de filhos conte para alguma coisa".

À tarde, na Covilhã, na companhia de Paulo Portas, o candidato visitou uma escola secundária e falou em Europa, para sublinhar uma ideia: ao contrário dos seus adversários do bloco central, o CDS-PP é um partido não federalista.

b positivo Foco em Constâncio

Difícil de encontrar num dia marcado pelo improviso. Ficou o pedido de demissão de Victor Constâncio.

b negativo Falta de máquina

A ausência de máquina partidária organizada torna muitos dos eventos do CDS em acções confusas

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